Arraias sediará polo mineroquímico
Ceila Menezes
Gurupi - Correspondente
Com investimento previsto de US$ 100 milhões, será construído em Arraias, a 446 quilômetros de Palmas, Sudeste do Estado, o primeiro polo mineroquímico do Estado. O anúncio da instalação da ItaFós Fertilizantes, do Grupo NBAC, aconteceu na última terça-feira, durante audiência entre o diretor da empresa Leonardo Marques da Silva e o vice-governador do Tocantins Eduardo Machado (PDT). A expectativa é que até 2012 a ItaFós esteja funcionando e gerando cerca de 600 empregos diretos na produção de fertilizantes.
As obras estão previstas para começar em meados de 2010 e devem gerar mais de 2 mil empregos até a sua conclusão. De acordo com o vice-presidente de Operações do NBAC, Carlos Braga, os estudos detalhados do investimento estão sendo concluídos, mas podem ultrapassar os US$ 100 milhões, oriundos do Canadá. “É importante ressaltar que o grupo possui uma gestão composta por grandes investidores brasileiros, que moram no Brasil, mas estamos buscando os recursos na Bolsa de Valores de Toronto”, explica.
Braga conta que o grupo já atuava no ramo de fertilizantes em Arraias desde 2001, só que em operação pequena, com processamento de rocha fosfática para aplicação direta. “Devido ao potencial de mineração que a região oferece, decidimos investir no Estado. De inicio, iríamos apenas fazer o processamento da rocha aqui e transformá-la em Goiás, mas com os incentivos por parte do governo estadual e ainda, pela qualidade do produto que temos aqui, optamos pelo Tocantins”.
No momento, estudos de engenharia estão sendo preparados e a expectativa é que, no máximo em junho de 2010, as obras sejam iniciadas, já com a expectativa de produzir cerca de 500 mil toneladas (t) de fosfato super simples em 2012. O complexo industrial, de acordo com Braga, será instalado a cerca de 15 quilômetros da cidade.
“O Tocantins tem um potencial mineral muito grande e além da jazida de fosfato em Arraias, a nossa intenção é que, a partir dessas instalações, possamos atrair outros investidores do setor”, acrescenta Carlos Braga. A empresa prevê ainda que até 2015 o investimento no Tocantins ultrapasse os US$ 500 milhões, com a geração de mais de 2 mil empregos diretos.
Quanto aos incentivos fiscais, as Secretarias Estaduais de Indústria e Comércio e da Fazenda informaram que estão sendo avaliados qual tipo de programa mais se adequa ao projeto industrial da empresa e que essa definição vai constar da carta de intenção que será elaborada e encaminhada ao Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico para avaliação. |